<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197</id><updated>2012-02-16T10:48:36.327-02:00</updated><category term='adaptações'/><category term='literatura'/><category term='estórias'/><category term='diálogos'/><title type='text'>Maranduba</title><subtitle type='html'>Não custa pedir.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-2437910779089988362</id><published>2012-01-09T22:27:00.005-02:00</published><updated>2012-01-11T21:55:12.435-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Nós, os do lado de cá, estaremos bem até o dia que os pobres descobrirem como fazer bombas atômicas no porão de casa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Ler Bukowski é como nadar em merda a procura de pérolas. Mas quando se acha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;"Peguei minha garrafa e fui pro meu quarto. Fiquei só de cueca e deitei na cama. Nada estava em sintonia, nunca. As pessoas vão se agarrando às cegas a tudo que existe: comunismo, comida natural, zen, surf, balé, hipnotismo, encontros grupais, orgias, ciclismo, ervas, catolicismo, halterofilismo, viagens, retiros, vegetarianismo, Índia, pintura, literatura, escultura, música, carros, mochila, ioga, cópula, jogo, bebida, andar por aí, iogurte congelado, Beethoven, Bach, Buda, Cristo, heroína, suco de cenoura, suicídio, roupas feitas à mão, vôos a jato, Nova York, e aí tudo se evapora, se rompe em pedaços. As pessoas têm de achar o que fazer enquanto esperam a morte. Acho legal ter uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha feito minha escolha. Ergui a garrafa de vodca e dei um vasto gole. Alguma coisa aqueles russos sabiam."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-2437910779089988362?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/2437910779089988362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2012/01/e-como-tentar-carregar-uma-lata-de-lixo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2437910779089988362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2437910779089988362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2012/01/e-como-tentar-carregar-uma-lata-de-lixo.html' title='Nós, os do lado de cá, estaremos bem até o dia que os pobres descobrirem como fazer bombas atômicas no porão de casa'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-2300991763227266563</id><published>2011-10-10T00:32:00.017-03:00</published><updated>2011-10-10T15:43:55.363-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>E a velha a fiar</title><content type='html'>Eu assisti a um vídeo entitulado We All Want to Be Young e o motivo de não colocá-lo aqui no post acho que você vai enteder daqui a pouco. O vídeo fala da influência dos jovens - 18 a 24 anos - e seu impacto na economia. Eu acho um pouco de exagero dizer que o vídeo é resultado de uns estudo de 5 anos, - acho que não precisaria de tudo isso - mas é bem interessante. Se você quiser saber sobre o vídeo vá assistí-lo, não é sobre ele que eu quero falar, mas sobre o que se passou na minha cabeça ao vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo da influência dos jovens é por um fator inerente, eles são sexualmente atraentes e divertidos. Logo de cara eu pensei comigo: então eu não sou sexy e sou chato. Você pode dizer que eu ainda sou jovem, mas eu já não tenho tanta certeza: muitos jogadores de futebol e cantores de dupla sertaneja são mais novos que eu e meus cabelos começaram a cair. Eu também já não me interesso muito pelas novas tecnologias e costumo dizer que as coisas no meu tempo eram melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que posso ser considerado dessa atual geração ainda sem nome - afinal o nome geralmente vem depois - ou pelo menos me sinto parte dela. Eu sempre tentei ser um pouco de tudo - ou um pouco de nada - e transitar entre diferente grupos, mas atualmente isso tem sido um pouco difícil porque eu já não arrisco tanto. Eu fui dormir cedo todos os dias neste final de semana e assisti ao filme The Tree of Life, que é excelente na minha opinião e da crítica, mas é um pé-no-saco. Coisa para gente velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo - da minha idade - me disse que eu tenho que me adaptar a nova realidade e buscar a diversão que ela proporciona e não tentar ser eternamente jovem, sexy e divertido. Eu concordo com ele e muitas vezes já pensei assim, mas ainda tento manter o pouco que resta da minha juventude, melhorando minha aparência e copiando os jovens, afinal, todos nós queremos ser como eles. A vida não me parece ir muito além disso, um velho é exatamente como um jovem, que não é sexy, nem divertido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-2300991763227266563?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/2300991763227266563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/10/e-velha-fiar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2300991763227266563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2300991763227266563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/10/e-velha-fiar.html' title='E a velha a fiar'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-4019755963515466955</id><published>2011-10-04T19:45:00.011-03:00</published><updated>2011-10-10T00:50:12.897-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Don't try to fix me I'm not broken</title><content type='html'>A pia do banheiro era baixa e ele teve que se curvar para lavar o rosto, fazendo aparecer suas vértebras pelo meio do dorso. Ele normalmente voltaria à posição ereta para se encarar no espelho, mas desta vez se olhou ainda curvado. O Sol da manhã era forte e como estava bem perto sua visão curta não foi poupada em nada. Estava acostumado com a ideia do seu rosto atrás dos óculos, mas desta vez perscrutou ele, entrando em cada orifício, deslizando por linhas e se prendendo em nódoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como eu sou feio. Fui perto demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A noite era quente, mas ventava. O bar estava vazio e ele sentiu-se à vontade para conversar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A operação se chama Lasik.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que significa? - perguntou seu amigo, com quem fora para o bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só sei que é Laser alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, não é só da cirurgia que estou com medo. Acho que estou com mais medo do que vem depois. Eu imagino que as pessoas olhem para mim e vejam meus óculos, talvez também vejam uma pinta e saibam que eu tenho cabelos castanhos curtos. Se eu não tivesse essas coisas acho que elas mal me reconheceriam. Fico me perguntando: será que elas vão me ver diferente? será que eu vou me tornar diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beba logo sua cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foi caminhando para o banco. O Sol queimava a sua pele, o suor escorria. Ele sentiu-se um animal, como se estivesse com medo o tempo todo. Ao entrar na fila do banco ele viu vários cabelos. Pensou que todos eles estavam crescendo naquele momento. Eles poderiam ser cortados, mas não parariam de crescer, era uma lei simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o dinheiro e enfiou no bolso, mantendo a mão lá. Em poucos dias não usaria mais óculos. Não entendia por que estava fazendo aquilo, mas sentiu que tinha esquecido o motivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-4019755963515466955?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/4019755963515466955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/10/fui-perto-demais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4019755963515466955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4019755963515466955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/10/fui-perto-demais.html' title='Don&apos;t try to fix me I&apos;m not broken'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-5931947166329255654</id><published>2011-07-21T23:07:00.018-03:00</published><updated>2011-08-05T10:19:52.867-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Sinapse</title><content type='html'>Desta vez eu queria ser uma pessoa decidida, eu vou ser uma pessoa decidida. Eu, nascido da Dúvida com a Incerteza, serei alguém de atitude, de pulso firme. Não mais me voltarei para o passado, nem procurarei no futuro, a resposta tem que estar no presente. Pois é apenas sobre o agora que se pode ter alguma certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez me disseram que a beleza da decisão é que ela não tem que ser para sempre. A decisão é para o momento, e, com o fluxo contínuo da vida, ela também pode mudar. Ser uma pessoa decidida, portanto, não significa ser uma pessoa coerente o tempo todo, nem mesmo focada, mas apenas aquela que sabe definir sua posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida nunca foi fácil para mim. Enquanto as pessoas pediam o sorvete de chocolate eu estava entre o de morango, o de milho verde, o de abacaxi ao vinho, o de amendoim, e também o de chocolate, e ficava pior quando eram duas bolas. Mas dessa vez eu quero ser o primeiro a pedir, aquele que sabe que quer o de flocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero pensar no porquê eu quero o que quero, eu quero apenas querer e, se possível, ter. Porque eu tenho vontade, eu morro de vontade, e urge. Esses serão os motivos da minha decisão. Momento, vontade, oportunidade. Agora mesmo, escrevi esse texto porque eu quis, e porque não escrevi outro, eu não quero nem saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-5931947166329255654?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/5931947166329255654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/07/sinapse.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/5931947166329255654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/5931947166329255654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/07/sinapse.html' title='Sinapse'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-7927459209602023525</id><published>2011-02-13T01:10:00.017-02:00</published><updated>2011-02-14T09:21:55.298-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Uma história de amor</title><content type='html'>Sempre que eu pensava naqueles dias era um sentimento ruim que me vinha. Achava-me idiota, fraco e culpado por ter ido vê-la. Eu me sentia assim porque vivia um momento diferente, mas a maneira como penso hoje é muito mais próxima àqueles dias do que esse negativismo que veio depois. Hoje os relembro como grandes momentos da minha vida e se tivesse tanta consciência quanto tenho atualmente sobre a finitude da vida, eu teria buscado mais dias como aqueles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós havíamos tido um relacionamento amoroso no início e ela sempre me dizia que um dia descobriríamos que, na verdade, éramos grandes amigos. Eu aceitei tentar manter essa amizade com o fim do nosso relacionamento, mesmo contrariando o que a sociedade, o senso comum, diz a respeito disso. A primeira vez que nos encontramos depois de terminarmos foi estranho. Éramos como atores que ainda não sabiam como interpretar seus papéis, embora eu não possa falar por ela. Quando fazia-se um silêncio eu tinha que dizer algo, quando nos tocávamos sem querer eu me apressava para desviar do próximo, eu evitava olhá-la, não apenas nos olhos, mas em qualquer parte do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não a via com muita frequência, mas de tempos em tempos eu ia visitá-la. Fui me acostumando com a nossa situação e os nossos encontros começaram a se tornar menos constrangedores. Às vezes eu ia à sua casa e ficávamos sozinhos por horas conversando, vendo filmes, assaltando a geladeira, até mesmo lavando louça juntos. De certa forma nos entregávamos um ao outro mais nesses momentos do que durante o nosso relacionamento amoroso, mas, novamente, não calço seus sapatos. Eu me sentia feliz enquanto estava com ela, porém no instante exato em que nos separávamos eu pensava comigo mesmo: o que eu vim fazer aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que eu me confundia, até hoje me confundo. Às vezes ela fazia uma piada genial e no meio dos risos eu a olhava e pensava o que vem agora? Mas para nós havia sempre uma linha que não podia ser transposta, então eu ficava sério e continuava a olhá-la e ela me devolvia um olhar de interrogação, às vezes até perguntava: o que foi? e eu dizia: nada. Quando saía de casa para ir me encontrar com ela, eu já sabia e até me dizia que nada além iria acontecer e aceitava isso de bom grado para passar uns momentos com ela, mas conforme o tempo do nosso encontro ia se esgotando e eu não podia pedir para ficar, ou para ela ir comigo, eu não conseguia mais simplesmente aproveitar o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha razão, nós éramos grandes amigos, porém, quando tínhamos que nos despedir, eu à abraçava forte e perdia a noção do tempo e ficava em silêncio, sentindo a forma do seu corpo, o cheiro do seu cabelo, mas uma hora eu tinha que soltá-la. Fazia isso num impulso, virava as costas e ia. Então eu pensava que aqueles momentos não valiam a pena e me afastava novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ela começou a namorar, ou talvez tenha sido eu, e paramos de nos ver. Ainda nos falávamos, mas começaram a surgir muitos assuntos proibidos. Depois de um tempo eu preferia não saber sobre a felicidade dela e comecei a me achar idiota, fraco e culpado por ter ido vê-la tantas vezes. Fiquei muito tempo assim, e quando quis saber como ela estava já era tarde demais. Narrei essa história muitas vezes de maneira ruim, essa é a primeira vez que eu quis contá-la pateticamente como uma história de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-7927459209602023525?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/7927459209602023525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/02/uma-historia-de-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/7927459209602023525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/7927459209602023525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/02/uma-historia-de-amor.html' title='Uma história de amor'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-3518245520059286087</id><published>2011-01-27T00:02:00.024-02:00</published><updated>2011-02-10T09:09:51.596-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>O homem que não estava lá</title><content type='html'>Sim, eu era da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu sentisse que não pertencia à ela, as pessoas sabiam que eu era de lá. Vagando pelo campus, viajando no ônibus interno, almoçando e jantando todos os dias no restaurante universitário, quase sempre sozinho. Eu observava as outras pessoas da faculdade falarem, e como elas falavam. Isso parecia satisfazê-las. Eu... não falo muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade quase ninguém me conhecia, ninguém queria me conhecer, mas eu não as culpo. Eu fazia o tipo de que sabia mais do que o resto do mundo, embora já tivesse admitido minha ordinariedade a muito tempo. Era apenas uma personalidade arraigada. Apesar de eu não saber de muita coisa no colégio, eu era mais esperto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que fosse uma regra, mas não era incomum eu despertar interesse em alguém naquela época. Talvez porque os adolescentes se interessem mais facilmente uns pelos outros. Eu não era bonito, menos do que na faculdade, mas eu conseguia me destacar. As pessoas gostavam de me ouvir falar e eu me esforçava em dizer algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era um adolescente que se atraía por tecnologia, literatura, filosofia, jogos, cinema, música e principalmente pela condição humana, e tornei-me um adulto que, ainda flerta com todas essas coisas, mas não fez nenhuma viagem internacional, e esse é o tipo de coisa que importa na sua idade. Eu não era mais interessante para ninguém, mas, também, nada disso me interessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então hoje eu resolvi escrever meus pensamentos e aqui estou eu, tentando encontrar um outro lugar no mundo para mim. Talvez a Doris esteja lá e talvez lá lhe possa dizer todas aquelas coisas para as quais não há palavras aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-3518245520059286087?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/3518245520059286087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/01/o-homem-que-nao-estava-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/3518245520059286087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/3518245520059286087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2011/01/o-homem-que-nao-estava-la.html' title='O homem que não estava lá'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-2126747777689661091</id><published>2010-12-24T00:46:00.018-02:00</published><updated>2010-12-27T16:11:26.364-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>True story</title><content type='html'>Crianças, no ano de 2010 eu acreditava que a noite poderia me levar a lugares inesperados e trazer novas experiências que nunca aconteceriam caso eu ficasse em casa. No entanto, em toda vida do seu velho homem, essas experiências geralmente foram desagradáveis, como dormir na garagem dentro do carro com o seu tio Sangalli. Para o tio Diego essa mesma noite reservava algo bastante improvável, cuja probabilidade é de seiscentos e quarenta e nove mil, setecentos e trinta e nove para um, um Royal Straight Flush. Mas eu vou chegar aí depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às onze p.m., o tio Sangalli e eu fomos à pé para um bar depois de tomar um shots da cachaça São Francisco na república, seguindo a tradição de ler o texto da garrafa antes de virar. No bar seguimos tomando cerveja e passamos as primeiras duas horas conversando sobre assuntos gerais até o momento que decidimos que só poderíamos falar sobre um tópico: mulher. Como de costume, nós estávamos procurando a number two da balada, a garota que todos concordam que, tirando a number one que é uma escolha pessoal, é a mais atraente. Entretanto nossas opiniões divergiam. Ele elegeu uma garota semi-gótica e eu uma de olhos verdes e pele cor-de-caixa-de-papelão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao banheiro enquanto o tio Sangalli foi pegar uma cerveja. Encontrei ele no balcão e comentei sobre um pôster que achei interessante onde estava escrito "live, laugh, love". Depois passamos dar uma olhada na banda que estava tocando uma música cuja letra dizia "eu vi uma criança dormindo e lembrei de você", o que rendeu mais uns minutos de discussão off-topic sobre se o conteúdo fazia alusão à pedofilia. Quando voltamos ao local onde estávamos antes, o tio Sangalli me perguntou quais eram mesmo as três palavras do poster e eu repeti: "live, laugh, love" e ele disse: "faltou uma importante: lesbian" e apontou para duas garotas se beijando que, coincidentemente, eram as duas garotas que cada um de nós tínhamos escolhido como number two. A partir daí ficamos assistindo algo bonito que estava acontecendo e achávamos que já tínhamos ganhado a noite, mas ela ainda guardava suas surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passava das três quando resolvemos ir embora e no caminho o tio Sangalli propôs apostarmos uma corrida até o condomínio. Eu rejeitei, mas logo depois vi algo que me fez cagar tijolos, então saí em disparada e ele atrás de mim. Eu tive que parar porque meu celular começou a tocar. Era o tio Diego. Eu atendi ofegante e ele achou que tinha ligado em hora inoportuna, mas eu expliquei que era só uma corrida de madrugada e então ele me disse: "bro, acabou de acontecer algo legen... espere um pouco... mais um pouco... dário", era o Royal Straight Flush. Ele tinha ido num clube de poker com o tio Maia, coisa que eles faziam toda sexta-feira, e nessa noite conseguiram chegar na mesa final e ganhar algum dinheiro. O tio Sangalli e eu não tivemos a mesma sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos no apartamento a porta não abria. Tentamos dezenas de vezes girar a chave, forçando o máximo que conseguíamos. Batemos na porta, tocamos a campainha, ligamos no telefone, na esperança de que houvesse algum outro morador da república que pudesse abrir por dentro, mas ninguém atendeu. O tio Sangalli estava com a chave do carro dele, então resolvemos sair para comer e decidirmos o que iríamos fazer, mas, depois de um bar, uma corrida e um lanche não havia nada mais tentador do que dormir, então voltamos para a garagem do condomínio e dormimos no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte eu acordei com dores nas pernas e nos órgão internos. Eu estava contando a história para o porteiro quando encontrei um dos moradores da república que poderia ter aberto a porta de madrugada. Ele disse que não ouviu nada e que a chave dele funcionou normalmente. Eu fiquei inconformado que ele não tenha atendido a porta e que por isso ficamos para fora, mas a culpa não era dele, era da noite e suas vicissitudes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou contar que nessa noite nós combinamos uma viagem que eu achei que não fosse acontecer, que era só um plano que você faz quando está bêbado e esquece no dia seguinte. No final do ano de 2010 ela acabou acontecendo, mas eu vou deixar para contar essa história depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-2126747777689661091?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/2126747777689661091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/12/true-story.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2126747777689661091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2126747777689661091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/12/true-story.html' title='True story'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-2050978794300498993</id><published>2010-11-28T12:10:00.012-02:00</published><updated>2010-11-29T11:33:24.548-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Os tempos estão a-mudando</title><content type='html'>Eu poderia dar muitos motivos pelo tempo que fiquei sem escrever: falta de tempo, ausência de audiência, ou até mesmo porque eu já disse tudo que tinha para dizer até os 25 anos, mas acho que o real motivo é o fim da onda dos blogs. Sim, estou seguindo o fluxo, e acho que se jogar-se da ponte virasse uma tendência eu diria: yeah, let's jump, baby. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não fui o único. se você clicar nos links ao lado, da blogsfera, vai encontrar links quebrados ou blogs cujos últimos posts são de algum tempo atrás. Você vai se sentir como em uma cidade abandonada - casas vazias, portas abertas, uma bola de feno passeando pela rua deserta. É comum ouvir: "isso é tão 2008", quando alguém fala deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se eu dei a entender que os blogs acabaram é porque eu estou me expressando mal - desculpe-me, mas já faz algum tempo e acho que perdi a prática - o propósito que mudou: antigamente os blogs eram chamados de diários virtuais. Quando uma pessoa gostava de escrever e queria ser lida por outras pessoas, geralmente seus amigos, ela criava um blog. Hoje em dia as pessoas criam blogs na tentativa de ganhar dinheiro. Agora você não precisa mais gostar de escrever, afinal por dinheiro você pode se sacrificar um pouco. Entretanto, se você não for uma garota gostosa, vai ser difícil você ter um blog de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A web da atualidade é um grande mercado, mas se você não tem nenhum produto para vender, a única forma de ganhar dinheiro é com propaganda e para isso você precisa que um monte de gente acesse seu blog. Você pode fazer um blog de "tecnologia" - notebooks, celulares, computadores de mão, web, e toda a gama de brinquedos da atualidade; de "moda" - roupas, bolsas, maquiagem, e acessórios de mulher; de "televisão" - filmes, séries, animes, e coisas de nerd; ou de "música" - lady gaga, restart, para homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra opção é fazer um blog para falar mal das coisas da atualidade. Hoje em dia, na dialética do senso comum, as coisas são tão rápidas que a antítese chega quase que ao mesmo tempo que a tese. Embora eu não entenda nada sobre o assunto eu acho que essa foi uma grande sacada de marketing. Se você fala bem de alguma coisa, vai atingir o público que gosta daquela coisa, mas se você fala mal, o público é de todo mundo menos os que gostam, que deve ser muito maior. Só é preciso tomar cuidado para não falar mal de muitas coisas de públicos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deixei as mudanças estruturais por último, porque eu acho isso secundário, mas hoje existem muitos tipos de blog. Ao invés de você escrever longos textos em um fundo preto você faz um vlog, um podcast, ou um twitter, o que resolveu um problema importante: o da preguiça que as pessoas tem de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando esse post antiquado e paradoxal, eu não acompanhei essas mudanças porque eu realmente faço parte do grupo de pessoas que gosta de escrever. Eu comecei o blog sem intenção de ficar famoso ou de ganhar dinheiro, o que era o normal nos idos tempos de 2003, e acho que posso continuar assim. Infelizmente, nem meus amigos lêem mais o meu blog, portanto atualmente eu escrevo muito mais e-mails do que posts, mas é legal ter esse espaço para quando eu quiser jogar umas palavras no vácuo. Será que ainda lembro a senha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-2050978794300498993?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/2050978794300498993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/11/os-tempos-estao-mudando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2050978794300498993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2050978794300498993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/11/os-tempos-estao-mudando.html' title='Os tempos estão a-mudando'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-4012708512086116075</id><published>2010-07-17T01:16:00.001-03:00</published><updated>2010-07-17T01:18:18.123-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>No hay banda! There is no band. It is all an illusion...</title><content type='html'>Earth. Even the word sounded strange to me now... unfamiliar. How long had I been gone? How long had I been back? Did it matter? I tried to find the rhythm of the world where I used to live. I followed the current. I was silent, attentive, I made a conscious effort to smile, nod, stand, and perform the millions of gestures that constitute life on earth. I studied these gestures until they became reflexes again.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-4012708512086116075?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/4012708512086116075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/07/no-hay-banda-there-is-no-band-it-is-all.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4012708512086116075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4012708512086116075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/07/no-hay-banda-there-is-no-band-it-is-all.html' title='No hay banda! There is no band. It is all an illusion...'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-81648120582864523</id><published>2010-06-06T15:06:00.003-03:00</published><updated>2010-06-06T15:14:39.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Conselhos / Finais de semana / Shoppings</title><content type='html'>Eu fico me perguntando por que as pessoas pedem conselhos. Tipo, ninguém gosta de crítica, que as pessoas fiquem apontando defeitos das suas coisas e um conselho não deixa de ser uma crítica que você pede. Se você faz uma pergunta do tipo, o que eu devo fazer?, a pessoa não vai apenas dizer "você deve fazer isso", vai dizer "você deve fazer isso por causa disso e daquilo". Pedir conselho é um ato masoquista, você está pedindo para ser criticado, às vezes até humilhado. Além do mais, quem pede conselho já tem uma opinião formada e na verdade só está querendo que um tonto concorde com ele, mas quando alguém discorda, e isso acontece na maioria das vezes ou todas as vezes,  começa a discussão e ninguém vai mudar de opinião, enfim, um singelo pedido de conselho acaba num puta quebra-pau. Talvez a pessoa fique remoendo e pensando e depois até siga alguns conselhos, sem contar para o cara que aconselhou, para não dar o braço a torcer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que era isso que eu tinha pra falar de conselho e eu acabei de lembrar que hoje é sábado, madrugada de sábado. Geralmente não é o dia que eu escolho para gravar meus vídeos, eu prefiro deixar para a domingo à noite ou algum dia xis da semana. Não que eu seja um "baladeiro de plantão", mas eu fico meio deprimido quando eu não fiz nada durante a semana e chega no sábado à noite e rola um déjà vu. Tem gente que prefere a sexta, sai do trabalho, toma uma Bavária, abre a camisa, deixa os pêlos do peito aparecendo - se bem que hoje é moda por causa do filho do Fábio Junior lá da Malhação -, escreve no msn ou no twitter que o fds chegou, se deixasse o cara saia correndo pelado na rua de tanta alegria. Eu acho até justificável isso, mas pra mim se estragar na sexta é queimar largada porque o dia pra fuder mesmo é o sábado e por um motivo bem simples: o domingo. A idéia é ficar acordado o menor tempo possível no domingo, porque se ficar em casa na noite de sábado é deprimente, o domingo inteiro é deprimente. Foi por isso que eu resolvi gravar hoje, pra dormir a manhã inteira e só ter dois períodos infelizes, pensando na segunda-feira. Domingo é um bom exemplo de sofrimento por antecipação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não dá por meios naturais para dormir um dia inteiro o lance é se distrair. Às vezes eu vou ao cinema e hoje em dia ir ao cinema é sinônimo de ir ao shopping. Muitas pessoas vão ao shopping no domingo... muitas pessoas. É difícil andar sem esbarrar nas pessoas de tanta gente. Isso é até legal numa festa porque você sem querer sente um peito no braço, dá uma esfarelada na bunda de alguma mina e aproveita para cheirar o cabelo dela, com aquele aroma de feromônios, coisa de gente carente. Mas não importa o quão carente você esteja no shopping você não vai fazer isso porque não é uma coisa socialmente aceita, então só fica a parte chata das aglomerações, ter que ficar desviando das pessoas. Os corredores do shopping deveriam ser iguais estradas, ter várias faixas e quem quiser ficar olhando as vitrines fica na faixa lenta e quem só quer chegar até o cinema pega a rápida. Acho que embora eu tenha gravado tudo hoje vou deixar pra editar amanhã pra conseguir me distrair um pouco e você pode assistir amanhã pra se distrair também por uns cinco minutos e daí no resto do dia você se vira aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-81648120582864523?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/81648120582864523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/06/conselhos-finais-de-semana-shoppings.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/81648120582864523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/81648120582864523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/06/conselhos-finais-de-semana-shoppings.html' title='Conselhos / Finais de semana / Shoppings'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-520540495819942440</id><published>2010-05-03T00:28:00.004-03:00</published><updated>2010-12-24T01:12:35.538-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Solstícios</title><content type='html'>Ele assiste a um filme sozinho e ao término apressa-se para ir chorar no banheiro. Está assimilando seu conteúdo, precisa sentir toda dor que recebeu pelos sentidos e guardá-la existencialmente. Como indivíduo, de alguma forma, está crescendo. Vira mais uma dose, o estômago dói, tosse. Sua visão capta menos quadros por segundo e para onde quer que olhe, vê pessoas. Quer estar com todas elas rindo muitos risos, cantando e dançando. Não consegue se despir diante delas nem consegue enxergá-las e, mesmo assim, não quer perder um instante sequer. Viver esses momentos o faz, de alguma forma, crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o banho tem várias conversas com pessoas que não estão lá. Conta-lhes sobre sua vida, ensina-lhes algo, até mesmo dialoga com elas. Gasta sua cota de palavras consigo mesmo, ele sabe, e muitas vezes sai dali sem ter o que dizer. Quase nunca tem algo a dizer senão: bem, sim, não. Isto é, de certa forma, libertador. Algumas pessoas sentam-se à sua volta para ouvi-lo. Ele conta histórias inventadas sobre a sua vida e a todos faz rir. Percebe que se expõe mais do que deveria, mas poderá alegar que não se lembra de nada no dia seguinte. De certa forma, se liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao conversar com o colega enche-se de um tom solene, pois é importante que seja levado a sério. Faz pose de inteligente para ser respeitado e não admite que zombem dele, defendendo-se com patadas. Considera esta uma de suas regras de sobrevivência. Ri como uma criança com a piada infame do vídeo e a reproduz de novo e de novo e de novo. Internamente com os amigos se diverte reinventando a piada em outras circunstâncias. Pensa que a vida é curta demais e que é preciso de humor, este é o sentido que dá a ela. Usa isso como uma regra de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estranham suas mudanças bruscas de humor, dizem que ele mudou, para perceber mais tarde que ainda é o mesmo. Alguns gostam de um, outros querem o outro, poucas amam ambos. Não é um privilégio seu, todas as pessoas são um universo, mas, afinal de contas, o que é a energia escura? Não há uma verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-520540495819942440?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/520540495819942440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/05/solsticios.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/520540495819942440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/520540495819942440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/05/solsticios.html' title='Solstícios'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-6719468496413433198</id><published>2010-03-15T01:21:00.002-03:00</published><updated>2010-03-15T15:30:40.786-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>A noite está quente e chuvosa</title><content type='html'>Durante o café da manhã, li a notícia no jornal sobre o lançamento de Marcelo Gleiser intitulado Criação Imperfeita e fiquei muito intrigado. Havia um breve resumo, mas fui buscar mais informações na Internet assim que cheguei ao laboratório. Antes disso, durante o trajeto para o trabalho, tentei resgatar o que já havia pensado sobre o assunto e o caminho não foi suficiente: lembrei-me que os tempos de execução de alguns algoritmos que me parecem desairosos são de ordem menor que os elegantes, recordei-me da segunda lei da termodinâmica e pensava na tríade quando cheguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler algumas coisas tive que começar a trabalhar, mas o tema não desocupou meu pensamento. Fui sozinho ao almoço para poder pensar no assunto e depois de repassar algumas coisas lembrei-me da tríade. Na verdade, este é um assunto perpendicular, mas eu intuí que havia alguma interseção. Não sei se essa teoria existe apenas no Lobisomem: o Apocalipse e para ser sincero eu nem levo ela muito a sério, mas sempre me chamou atenção a figura das três forças que regem a natureza: Weaver (criadora), Wyld (modificadora) e Wyrm (destruidora). Mesmo sendo contra esse tipo de idealismo, assumi a existência dessas três forças. No universo elegante haveria apenas uma criação e os acontecimentos seriam determinísticos de acordo com leis imutáveis e creio que isso seria o reinado de Weaver. Há modificação da forma, mas ela não é criativa e, portanto, Wyld seria apenas uma escrava. Creio que Gleiser põe em dúvida a existência dessas leis imutáveis, ou pelo menos o conhecimento delas por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço encontrei o John com quem falei do livro e do que havia pensado sobre ele. Ele me disse onde a tríade se encaixaria na biologia. Eu aprendi na escola que os seres vivos nascem, reproduzem-se e morrem, mas sempre dei mais valor ao  segundo, isto é, que a capacidade de reprodução seria condição suficiente para a vida. O nascimento decorre da reprodução, mas por que os seres vivos morrem? Permitindo-me racionalizar a natureza pensei na limitação dos recursos. O John não quis argumentar comigo por julgar-me um leigo no assunto, mas eu permiti-me discutir comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do segundo período de trabalho, voltando para casa, concentrei-me no assunto: morte, destruição, ou Wyrm. Tentei olhar do ponto-de-vista humanista, embora também seja leigo no assunto. Lembrei-me de alguns artigos que li que apontavam os homens como uma classe de seres com algumas peculiaridades, além da inteligência, da comunicação através de línguas e dos polegares opositores: eles vivem junto a seu próprio lixo, envenenam-se com substâncias prejudiciais à saúde, e matam apenas por crueldade. Ou seja, os homens como indivíduos ou em sua coletividade se autodestroem, ou, como escreveu Thomas Hobbes e eu encontrei na Internet ao chegar em casa, o homem é o lobo do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma ligação entre a destruição que os homens provocam no ambiente com a pichação: existem os que defendem a conservação dos muros brancos e os que estão do lado das manifestações realizadas sobre esses muros, assim como muitos ecologistas defendem a conservação do ambiente de maneira imaculada, ou quase, e existem, embora hoje se escondam, os que acreditam que o ambiente deva ser usado indiscriminadamente. Acho errôneo julgar que a destruição ambiental não seja natural sendo o homem parte da natureza e acho uma grande arrogância pensar que somos capazes de protegê-la em toda sua diversidade. Ao terminar o banho, durante o qual pensei nas idéias deste parágrafo, fiquei com a seguinte frase na mente: a destruição é necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, necessária. E não apenas o que é obsoleto deve ser destruído, mas tudo. Nada é para durar para sempre. Talvez seja isso um indício da imperfeição da criação. Concluo assim o meu post de hoje. Ainda quero pensar na importância da destruição na história do conhecimento. Enquanto estiver na cama esperando o sono vir, tentarei fazer um paralelo da tríade com o método dialético. Amanhã postarei as idéias que surgirem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-6719468496413433198?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/6719468496413433198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/03/noite-esta-quente-e-chuvosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6719468496413433198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6719468496413433198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/03/noite-esta-quente-e-chuvosa.html' title='A noite está quente e chuvosa'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-615955075718219639</id><published>2010-02-25T01:20:00.019-03:00</published><updated>2010-02-25T13:30:59.530-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>O curioso caso de Dorian Gray</title><content type='html'>&lt;i&gt;O artista é o criador de coisas belas&lt;/i&gt;. Ele não apenas reproduz o mundo a sua volta, mas também dá forma ao que ainda não existia até sua obra. Não é apenas uma metáfora ou uma loucura a deformação do retrato de Dorian Gray, enquanto este mantinha-se belo e jovem. A originalidade é a marca das obras de ficção, mas a obra de Oscar Wilde vai além dela: é uma fantasia em que a irrealidade torna-se sensível através da imaginação. E seja essa inovação bela ou feia, moral ou imoral, seu livro é bem escrito e isso é tudo. &lt;i&gt;O artista nada deseja provar&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte está &lt;i&gt;além do bem e do mal&lt;/i&gt; e ninguém melhor do que Dorian para simbolizar isto. Ele é ao mesmo tempo renomado e famigerado dentro da sua sociedade e, graças a sua beleza, é capaz de fascinar qualquer pessoa. Esta é sua invulnerabilidade. E por seu retrato sofrer todos os danos de sua consciência ele sai ileso de todos seus pecados enquanto aqueles que o seguem, que o amam, são desgraçados. A &lt;i&gt;implicação nula&lt;/i&gt; de seus atos é um dos motivos do seu modo de vida &lt;i&gt;badass&lt;/i&gt; e ele executa-os por um simples motivo: porque pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra razão, mais importante, é em favor da arte maior: a vida. Não é por acaso que Dorian Gray possui grande paixão por flores, anteriormente a qualquer obra de arte. Mas, acima de tudo, ele ama sua própria vida e quer que ela seja extraordinária, deseja experimentar todos os seus sabores, e, assim, mesmo que nela nada tenha produzido, ela é a sua grande obra. Dorian Gary vive pelo prazer e, por ser um cavalheiro e também muito rico, dele nada espera-se de útil. &lt;i&gt;Toda arte é completamente inútil&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os maiores prazeres se encontram no mal e o pecado causa mais orgulho que a virtude, daí provem sua devassidão. Mas seria assim tão mal? Não seria a fealdade um vício pior, como argumenta Lorde Henry: &lt;i&gt;Acho melhor ser belo do que bom. Mas, por outro lado, ninguém se sente mais disposto que eu a reconhecer que é melhor ser bom do que ser feio&lt;/i&gt;. Dessa maneira, Dorian seria um homem muito valoroso, e sua busca eterna pelos prazeres da vida, talvez, o melhor caminho. Mas havia o retrato, que não reproduzia nada além do que os preconceitos morais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-615955075718219639?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/615955075718219639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/02/o-curioso-caso-de-dorian-gray.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/615955075718219639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/615955075718219639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/02/o-curioso-caso-de-dorian-gray.html' title='O curioso caso de Dorian Gray'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-8947840575129650235</id><published>2010-02-02T01:26:00.002-02:00</published><updated>2010-02-25T13:31:14.664-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Bábá meu ele</title><content type='html'>2 de fevereiro, dia de Iemanjá, rainha do mar, princesa de Aiocá, mãe e esposa. Dona Janaína, Inaê, de muitos nomes a chamam para brincar na areia em 2 de fevereiro. Fugindo de seu filho Orungã que a violentara, seus seios romperam e assim surgiram as águas e por isso ela é mãe e esposa dos homens do mar nascido desse incesto. E é através do desejo incestuoso que Jorge Amado inicia sua narrativa sobre a vida de Guma, mestre de saveiro do cais da Bahia de Todos os Santos. Seu edipismo só irá findar-se ao receber sua esposa, Lívia, na festa de Iemanjá, dia 2 de Fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o grande tema de Mar Morto, obra-prima pertencente ao mundo, ao Brasil e à Bahia, é o destino, muitas vezes infalível. O destino de Guma é tão certo que escapar dele é chamado de milagre pelos homens da terra. Os marítimos aceitam seu destino com alegria: o trabalho duro, a miséria, a tragédia, e naufragam felizes para correrem com Iemanjá para as terras de Aiocá dizendo antes de morrer o nome de suas esposas que ficarão desamparadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O narrador relata os momentos de indecisão que podem livrar os personagens de seu destino, mas este é tão soberano quanto Iemanjá, o grande orixá. O mar que tudo lhes dá, tudo lhes tira e em uma tempestade muitos ficarão a mercê dos ventos e dos vagalhões e depois de seus corpos servirem os tubarões irão para o fundo do mar, para os braços de Iemanjá, que fora mãe e agora é esposa. Mesmo com a tragédia os filhos de marítimos irão amar o mar e terão o mesmo destino do pai, do avô, e viverão pelas mesma leis do cais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não as leis dos homens da terra, pois essas não servem aos marítimos. As leis que ditam quem terá suas histórias contadas na beira do cais e quem perderá seu porto e cuspirão quando dizerem seu nome. As leis que seguia Besouro e para os marítimos Santo Amaro é sua pátria, acima dos barões do Império, viscondes, condes e marqueses. Mas apesar de sua valentia o destino de Besouro foi o mesmo dos homens do cais: morto e esquartejado é apenas um emblema da tragédia de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que triste há beleza nesse destino. As canções do mar, ainda que tristes são belas. São belas as águas verdes do mar e os cabelos de Janaína que brilham na superfície quando ela vem olhar a lua. Mesmo que as águas do mar sejam salgadas é doce morrer no mar. Apesar da morte existe muita vida no mar. Embora o destino seja duro há coragem de enfrentá-lo. E existe o milagre que não vem do céu, mas das mãos grossas dos trabalhadores do mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-8947840575129650235?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/8947840575129650235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/02/baba-meu-ele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/8947840575129650235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/8947840575129650235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/02/baba-meu-ele.html' title='Bábá meu ele'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-452034083232777888</id><published>2010-01-19T01:54:00.004-02:00</published><updated>2010-02-25T13:36:10.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>A maçã obliterada</title><content type='html'>Uma das acepções de fidelidade é a afeição constante, como a de um cachorro por seu dono. Assim sendo, julgo-me fiel a muitas pessoas com a ajudinha de um quase antes do constante. Tenho a mania de não conseguir conter um sorriso ao encontrar alguém que gosto, assim como meu cachorro não consegue segurar seu rabo. Mas a fidelidade também pode ser uma obrigação, que é imposta para sujeitar a vontade, como a de um casal que faz acordo de exclusividade, mesmo que tenham afeição constante um pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais natural do ponto-de-vista biológico é que nossa espécie fosse adepta à suruba, por causa da perpetuação e da diversificação dos genes e blá blá blá. Obviamente surgem problemas, entre eles: superpopulação e DSTs. Também tem a questão dos filhos, afinal não deixamos eles procurarem o mar sozinhos quando nascem. Enfim, a monogamia parece ser interessante para nós e com ela vem a fidelidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim como os dedos dos nossos pés, ficou como um resquício evolutivo a vontade às vezes incontrolável de sair por aí acasalando. Podemos até ser monogâmicos racionalmente, mas somo infiéis congênitos. A infidelidade não é simplesmente uma falha de caráter, ela é um vício próximo ao de comer. Embora comer faça bem, depois de encher o rabo em um rodízio sofremos indigestão que causa dores no estômago e na cabeça, mas se nos convidarem no dia seguinte vamos de novo. Também há doenças ligadas à alimentação: obesidade, enfarto, diabetes mellitus e por que não, alcoolismo. Alguns entendem isso como um pecado e até colocam luxúria e gula como farinha do mesmo saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por esse tipo de moral que não enxergamos abertamente, quando vemos alguém que desejamos e achamos que estamos apaixonados. Por uma paixão parece ser sensato abandonarmos aquele parceiro por quem temos afeição constante, mas na verdade só queremos ir num rodízio. É claro que podemos acabar sendo afetados por essa pessoa, mas dividir um afeto é pior do que negar uma vontade? Acho que não. Se toda vez que sentirmos a frustração da negação da vontade associarmos-na a uma pessoa nossa afeição por ela não será mais constante e seremos deveras infiéis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-452034083232777888?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/452034083232777888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/01/o-obelisco-obliterado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/452034083232777888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/452034083232777888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2010/01/o-obelisco-obliterado.html' title='A maçã obliterada'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-7850847912634637094</id><published>2009-12-05T01:54:00.010-02:00</published><updated>2010-02-25T13:36:10.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Le salaud</title><content type='html'>Eu gostaria de pedir permissão para discordar. Não trata-se do certo ou errado, pois como o senhor bem disse, essa é a sua opinião sobre o assunto, a opinião de um safado, mas eu tenho um ponto de vista diferente. Não quero ofendê-lo com essa alcunha, pois não a uso pejorativamente. Ao observar sua exposição, não consigo definir melhor por outro termo, esse ar de alguém que tem algo a ensinar, sua auto-apresentação calcada na relevância da sua vida, o direito que se dá de exigir toda a atenção para si, e o seu próprio corpo, de um homem que se alimenta bem, provavelmente exigindo do bom e do melhor. Não tenho dúvidas de que seja um safado, e o que o senhor falou durante essas duas horas corroboram com a minha opinião. O senhor investe-se do controle de sua vida, como se fosse mais um direito do qual é merecedor. Não o julgo e nem estou a insultá-lo. Pelo contrário, eu invejo sua postura de um homem decidido, conhecedor do seu destino, e orgulhoso de sua vida. Eu sou uma folha ao vento, levada de um lado para outro até o momento de chegar ao solo. Eu planejo minha vida a cada minuto e não cumpro. E eu não tenho sonhos. Minha vida é um dever. O senhor dá-se o direito da sua, do reconhecimento e da gratidão alheia, do bom atendimento e da servidão. E o senhor é bem sucedido, pois vivemos no tempo dos safados: os líderes, os ricos, os doutos, e sua soberba. A arrogância é sinônimo de poder, o orgulho é a proteção, e a vaidade, a beleza. Para mim, tudo isso não passam de idealizações, e somos apenas animais que nascem em morrem sem um sentido e, portanto, não consigo sentir o mesmo sabor que o senhor de uma conquista, da comida de um bom restaurante, de uma bela mulher. Também não sou um defensor, ou impositor das minha opiniões, como o senhor e sua oratória, é por esse motivo que todas essas coisas passaram pela minha cabeça, mas eu me calei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-7850847912634637094?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/7850847912634637094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/12/salaud.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/7850847912634637094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/7850847912634637094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/12/salaud.html' title='Le salaud'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-2676045459875559857</id><published>2009-12-01T01:18:00.008-02:00</published><updated>2010-02-25T13:35:57.839-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Está mais quente, e daí?</title><content type='html'>Já escrevi muitas vezes sobre mudanças, mas desta vez não quero escrever sobre as mudanças do passado, ou atuais, e sim da projeção incerta que chamamos de futuro, afinal fazemos planos para mudar. Essas tentativas de mudanças são condicionadas às combinações de querer e poder, entretanto duas delas podem ser descartadas para este tópico: se realmente queremos e podemos mudar, a mudança vem sem a necessidade de fazer planos. Por outro lado, se não queremos, nem podemos mudar, ela é completamente ignorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restam os outros dois casos e vou abordar primeiro o que motivou este texto, quando não queremos mudar, mas podemos. De acordo com o parágrafo anterior, se temos que nos esforçar muito por uma mudança significa que não queremos o suficiente. Mas além do querer existem outros fatores, como o sentimento de obrigação. Eu penso que não é correto um homem fantasiar com amigos imaginários e criar histórias fantásticas com sua imaginação e por isso eu tenho que parar, mesmo que eu goste muito disso. Desde os meus doze anos de idade estou tentando. Os acontecimentos da vida também nos forçam a mudar, quando seu namoradinho vai embora e você tem que esquecer ele, por exemplo. Às vezes também nos obrigamos a mudar contra nossa vontade por motivos de bem-estar, saúde, sociabilidade, produtividade. Das coisas que eu gostaria de mudar em mim eu posso elencar: a postura ereta contra a postura curva; respirar apenas pelo nariz e nunca pela boca; procrastinar menos; evitar entrar no msn e no twitter; ser mais comunicativo; nunca dançar em festas; mas eu realmente não me importo muito com elas e por isso não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro caso é quando queremos mudar, mas não podemos. Acredito que todas as pessoas gostariam de ser ricas, bonitas, jovens, ou saudáveis, sabem o que é isso, e o que sobra para essas pessoas é serem engraçadas. Se nem isso é a desgraça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-2676045459875559857?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/2676045459875559857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/12/esta-mais-quente-e-dai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2676045459875559857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2676045459875559857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/12/esta-mais-quente-e-dai.html' title='Está mais quente, e daí?'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-338018529928384134</id><published>2009-11-16T19:01:00.015-02:00</published><updated>2010-02-25T13:40:50.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Nada pessoal, eu não gosto de ninguém</title><content type='html'>Eu odeio gente que usa bidê, porque é nojento e porque eu não posso pôr minhas roupas lá. Eu também odeio estranhos que se sentam do meu lado ou na minha frente, principalmente quando eles desrespeitam propositalmente o princípio do pula um, mas isso só vale para homens e mulheres feias. Eu odeio pessoas que dizem "eu sou assim" com um ar solene, que se sentem a última bolacha do pacote. E odeio aquelas pessoas sofredoras, que acham que tem um problema, ou que acham que são um problema, ovelhas negras, porque elas também se sentem a última bolacha do pacote, mas que ninguém pega porque tá zuada. Eu odeio gente com "personalidade", em especial aquelas que gostam de "bater de frente", porque discussões não levam a nada, segundo caras como eu, Maquiavel e Sun Tzu. Eu também odeio pessoas que utilizam "a priori" para florear suas frases, mas não tem noção do que significa. Eu odeio gays, porque eles curtem fazer sexo com outros homens, e portanto não tenho nada contra lésbicas. E eu odeio pessoas fodas porque elas tiram a minha paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-338018529928384134?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/338018529928384134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/11/nada-pessoal-eu-nao-gosto-de-ninguem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/338018529928384134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/338018529928384134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/11/nada-pessoal-eu-nao-gosto-de-ninguem.html' title='Nada pessoal, eu não gosto de ninguém'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-81456652609578345</id><published>2009-10-24T02:31:00.012-02:00</published><updated>2010-02-25T13:51:08.669-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Si quieres que dure, no inventes a tu pareja</title><content type='html'>Nos casamos no ano passado. Casar é jeito de falar, porque não teve livro assinado, troca de aliança no altar. Mas ainda vamos fazer festa, só que ninguém vai ter que ir de sapato ou vestido, pode ir de jeans e tênis. Ela mesmo entraria de camiseta branca e eu a esperaria de bermuda ao som de Candy. Alguém sopraria que é a hora dos votos e eu diria, na pobreza ou na pobreza, na doença ou na doença, só a alegria que não dá para deixar de fora porque estaria mentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos bem juntos, respeitando nossos espaços: computadores e quartos separados. Mas ela vem me chamar quando está frio e eu quando quero acordar cedo. Sempre fazemos a janta juntos, ouvindo rádio, e eu vou beijar o seu pescoço enquanto ela corta os legumes. O prato é quase sempre de comida vegetariana, mas às vezes eu faço calabreza acebolada e ela também come a cebola. Entre uma mexida na panela e outra nós dançamos e falamos sobre tudo, quase sempre rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da janta ela me manda estudar. Eu faço um trabalho com redes de computadores virtualizadas e ela tem um projeto com reúso de água. Nossa casa é um misto de hi-tech e ecologicamente correta. Separamos o lixo, temos Internet banda larga, reaproveitamos a água da cozinha para lavar a área, um sensor de luz apaga as lâmpadas, a água do banho é aquecida por uma serpentina no telhado, toda semana assistimos filme no projetor da sala. Eu geralmente escolho comédias toscas e ela Almodóvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da comida e dos filmes fazemos várias outras coisas juntos. Começamos a aprender música, ela quis tocar flauta e eu piano. Também estudamos inglês, ela chega e me diz: good evening e eu digo: I have waited all day long to see you, quando quero algo e então beijo toda a pele salgada do seu corpo, nos amamos no tapete e tomamos banho juntos. Nunca marcamos com antecedência, às vezes rola de manhã à meia luz do Sol nascente, outras semi-alcoolizados depois da balada, e até na piscina do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são mil maravilhas, também brigamos. Quando ela percebe que eu estou estranho vai visitar as amigas em outra cidade e me deixa sozinho. Às vezes saio de balada com meus amigos, mas geralmente só preciso de um tempo para sentir falta dela, é quando eu escrevo textos como este. Não há nada que dure para sempre, e é por isso que queremos aproveitar ao máximo o tempo que temos, morando juntos, até que fiquemos completamente enjoados um do outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-81456652609578345?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/81456652609578345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/10/si-quieres-que-dure-no-inventes-tu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/81456652609578345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/81456652609578345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/10/si-quieres-que-dure-no-inventes-tu.html' title='Si quieres que dure, no inventes a tu pareja'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-1054361251828670546</id><published>2009-10-22T00:47:00.011-02:00</published><updated>2010-02-25T13:50:55.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Doze horas desalmadas</title><content type='html'>Uma força me prende ao computador antes de ir dormir. Já é tarde, os minutos passam, mais uma música, tento prestar atenção, mas me distraio. A cada vez que olho o relógio percebo que perdi mais um pouco do meu sono, mas a força não me deixa ir dormir. Quase que num impulso corro até a cama e me atiro à ela, sem ter escovado os dentes, mijado ou tomado um copo d'água. Fecho os olhos com força, na esperança de que o sono venha logo, mas ele não vem, fico por um tempo indeterminado pensando em tudo que eu tenho que fazer. Enfim sinto a descarga de uma substância que percorre o meu corpo e estranhamente me deixa mais alerta por alguns instantes, mas cujo significado eu conheço: vou dormir. O celular toca, minha boca está seca, minha bexiga cheia e sinto uma dor no fundo da garganta. Passo a língua no céu da boca e sinto que há sobre ela uma capa formada pelos seres que vivem nas minhas mucosas. Go away, digo silenciosamente a eles de maneira já automática depois de meses. Devo levantar agora, mas a força que me afastava do meu afazer de dormir agora não me deixa sair da cama, sinto-me atado à ela, mas não posso cair no sono novamente. Vou pensando naquelas coisas que eu tenho que fazer para me manter acordado e assim sinto como se estivesse fazendo algo útil. Minutos se passam e já com o cérebro em funcionamento penso em me levantar, mas só consigo através de um ardil. Finjo estar levantando só para uma inocente mijada, mas uma vez de pé não volto a me deitar. Rastejo até o banheiro, faço meu tão merecido mijo e assôo o nariz com toda a força dos meus pulmões. Surge um catarro amarelado: go away. Olho-me ao espelho: barba comprida, olheiras, cabelos desgrenhados, deixo estar. Só jogo um pouco de água no rosto e vou até a cozinha. Acabou quase tudo. Tomo um copo d'água com duas fatias de pão de forma já quase vencido. Escovo os dentes em dez segundos, passo um creme para pentear no cabelo e ajeito com as mãos. Volto para o quarto, pego a calça que deixei jogada no dia anterior, coloco a mesma meia da semana, o tênis. Passo o desodorante e antes de secar já coloco uma camiseta por cima apressado. Dou passos largos agora, enfio várias coisas que estão jogadas sobre a mesa do computador na mochila rasgada. Procuro carteira, chave, celular e saio, deixando a cama desfeita, as louças acumuladas e a porta do armário aberta. Caminho com o nariz escorrendo pensando nas coisas que terei que fazer em breve. Chego a aula que já começou e procuro um lugar que não tenha ninguém ao lado. Sento num canto e encosto à parede. Não consigo manter-me atento e algumas vezes os olhos fecham-se e demoram a se abrir. Saio para limpar o nariz e aproveito para chupar um pouco de água do bebedouro. Terminada a aula, saio apressado antes que alguém resolva falar comigo. Vou ao laboratório, remeto um bom dia inaudível e sento-me ao computador do canto. Penso nas coisas que tenho que fazer, mas a força não me deixa começar, fico por algum tempo no msn. Saio para o almoço antes que alguém se convide para ir junto e cruzo rapidamente o corredor. Faz muito calor, chego suando no restaurante, cruzo com conhecidos e finjo não vê-los. Passo pela catraca, desço a rampa, pego a bandeja, passo pelos trilhos sem olhar para as pessoas que trabalham no local, procuro o local mais afastado para sentar, como em sete minutos, saio. Ando mais devagar, chego em casa, a força não me deixa escovar os dentes. Deito-me do jeito que cheguei e fico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-1054361251828670546?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/1054361251828670546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/10/e-placa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1054361251828670546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1054361251828670546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/10/e-placa.html' title='Doze horas desalmadas'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-2472582896404027516</id><published>2009-09-02T02:23:00.009-03:00</published><updated>2010-02-25T13:50:38.791-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Autobiografia Freudexplicativa</title><content type='html'>Estou em meio a um choro convulsionante, entre soluços. Afogo-me em lágrimas ao lembrar-me de todas as vezes que estive em pranto e que, de certa maneira, tem algo em comum. Como aquela vez, na festa de aniversário do meu irmão, em que sua professora quis dar-me um beijo. Ela, uma mulher jovem, estava arraigada nos meus desejos mais instintivos. Eu, apenas uma criança, não conseguiria esconder minha vontade ao ser beijado e por isso tranquei-me no quarto e escondi-me debaixo da cama para chorar durante toda a festa. Ainda criança, uma vez eu troquei empurrões e pontapés com um garoto que mexeu comigo. Não passou disso e já voltava para casa quando encontro minha mãe na rua e não consegui segurar as lágrimas, sentindo-me humilhado. Embora não tenha apenas apanhado, nessa época eu sentia-me um herói, capaz de prover pelos mais fracos, mas nem a mim mesmo podia defender-me. Na adolescência houve uma garota que foi responsável. Não ela em si, mas o fato de eu ter sido rejeitado, depois de ter acreditado tanto, por boatos, que podia conquistá-la. Chorei sentado ao chuveiro. E outra vez, no ônibus, voltando do trabalho, onde a última coisa que fiz foi ver o resultado do vestibular. Novamente eu havia me superestimado e naquele dia percebi que não seria ninguém. Então já me compreendia impotente, covarde, feio, burro, mas ainda tinha meus heróis. Ver também suas fraquezas deve ter sido a coisa mais sofrida em minha vida. Aquele dia, depois da visita, sozinho no carro, eu me encolhi no banco de trás soluçando. Aquele homem que me causava tanta admiração e medo, que me dera a vida, estava caído. Não era poderoso, era só um homem cheio de defeitos como todos os outros. De certa forma, isso já tinha se anunciado uma vez que minha mãe e eu choramos juntos, quando fui contar-lhe que não largaria meu emprego para estudar, pois sabia que não poderiam carregar esse fardo. Já um jovem adulto, derramei lágrimas uma noite e uma manhã por não ter sido capaz de controlar-me, ter bebido demais e estragado tudo. Começou quando me encarei no espelho e vi minha imundícia. Depois no gramado e no carro, pedindo que se afastassem de mim. Por fim, na cama de manhã, ao recordar-me. Sentia-me horrível por fazer mal a pessoas que eu só desejava o bem. De anti-herói passei a vilão. E é por toda essa miséria, por toda essa impotência, que choro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-2472582896404027516?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/2472582896404027516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/09/onde-os-fracos-nao-tem-vez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2472582896404027516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2472582896404027516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/09/onde-os-fracos-nao-tem-vez.html' title='Autobiografia Freudexplicativa'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-4515523522593115111</id><published>2009-07-29T01:51:00.009-03:00</published><updated>2010-02-25T13:50:17.242-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Highway 61 Revisited</title><content type='html'>Olá, lembra de mim? Estou escrevendo para saber se vc me passou seu e-mail de verdade, hahuahuahua. Gostei muito da nossa conversa de hoje à tarde, quando cheguei em casa lembrei de mais um monte de coisas e acho q poderíamos continuar outro dia, se vc quiser... vc tem icq? Flw.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, há quanto tempo, huahuauha. Acabei de reler o histórico da nossa conversa de cinco horas desta noite... me impressiono q o assunto nunca acabe, acho q temos muito em comum... vc tem se tornado uma pessoa especial para mim... embora eu goste das nossas conversas pelo icq eu acho q talvez a gente pudesse tentar se falar mais pessoalmente, ou talvez seja melhor mantermos nossa relação virtualmente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá. Desculpe demorar tanto tempo para entrar em contato, é q ontem eu estava meio sem cabeça, me sentindo meio etéreo, como dentro de um sonho, sem conseguir tirar o sorriso do rosto... também fiquei com medo de ligar. Gostaria de saber se vc quer sair de novo um dia desses para ir ao cinema, ou dar um passeio, ou sei lá. Beijos virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, td bem? Fiquei pensando na nossa conversa e não sei se eu disse o q eu realmente queria dizer. Sei q temos muitas barreiras q nos impedem de nos encontrarmos, mas será q não vale a pena lutar contra isso? tentar mais uma vez? Eu estou me sentindo muito mal pq é como se eu tivesse ganhado algo muito bom q de repente me foi tirado. Posso encontrar vc de novo amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá. Já faz tempo q não conversamos, nem me lembro quando foi a última vez. Achei q minha nova vida conseguisse me fazer esquecer de vc e eu pudesse seguir em frente, mas ainda me sinto acorrentado aos meus sentimentos. A culpa não é sua, mas eu precisava compartilhar isso para ser mais fácil aceitar q tudo acabou. Desculpe, sinceramente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá. Fiquei sabendo da notícia pelo seu blog, esperava q vc pelo menos me contasse. Embora separados fisicamente, lendo o q vc escreve e escrevendo para vc no meu blog era como se ainda mantivéssemos algum tipo de contato e eu sentia q vc ainda estivesse de alguma maneira próxima, mas agora q vc está namorando acho q vamos nos distanciar de vez. Seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá. Desculpe-me se escrever alguma coisa errado é q eu estou bêbado demais para conseguir escrever algo decente, mas não consegui resistir à tentação. Tenho medo de lhe escrever e q seu namorado leia, mas q se dane agora. Eu já fiz de tudo para te esquecer, mas fico vulnerável quando bebo e acabo fazendo besteira, como agora. Por favor, me perdoe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, há quanto tempo. Fiquei surpreso com o seu e-mail e não sei muito bem o q dizer. Passei todos estes anos sofrendo por acreditar q eu te amasse e q vc não desse a mínima para mim. Agora já não sei muito bem o q eu sinto, mas saiba q não consegui deixar de pensar em vc. Acho q precisamos conversar, aparece algum dia desses no msn...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, como está? Fiquei triste por não ter conseguido ver vc este final de semana e por saber q provavelmente só terei outra oportunidade daqui a duas semanas. Apesar de toda a nossa distância, eu ainda não entendo como duas pessoas q gostam uma da outra não conseguem ficar juntas e às vezes acho q o universo conspira contra a gente. Melhoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá. Vi q vc mudou o campo de relacionamento do seu orkut e meio q já esperava por isso quando vc tirou a frase sobre aprendizado com relacionamentos anteriores. Desta vez nem consegui sentir raiva, mas eu pensei: "outra vez... agora chega". De qq maneira, acho q já perdi todo o meu orgulho, então se por acaso não der certo com seu novo namorado, apenas let me know.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, vc recebeu meu sms? Estava de viagem e não tinha acesso à Internet, foi mal. Fiquei preocupado, mas agora q li seu testimonial acho q não era nada grave. Vc tem voltado? acho q a gente podia se encontrar um dia desses... qq coisa é só me mandar um e-mail, ou um scrap, ou um testimonial, ou uma mensagem offline, ou um sms, ou um telegrama, ou um sinal de fumaça.... t+.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, tudo bem e vc? Não tenho pensado em muita coisa ultimamente, acho q estou com algum tipo de bloqueio... também já perdi minha antiga inspiração para escrever e tenho escrito muito pouco. Sinto q fui castrado do meu clitóris emocional e mesmo quando penso no passado é friamente... acho q vou fazer como vc e criar um twitter e me limitar a uns aforismos. Beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-4515523522593115111?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/4515523522593115111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/highway-61-revisited.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4515523522593115111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4515523522593115111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/highway-61-revisited.html' title='Highway 61 Revisited'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-1550347971654519215</id><published>2009-07-25T03:35:00.002-03:00</published><updated>2010-02-25T13:36:39.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Granola</title><content type='html'>As palavras mais importantes são a menores, mais primitivas; puros radicais não derivados - se amor tem importância, fim tem mais. Hoje eu senti a minha morte num exercício espontâneo; ao mesmo tempo morrida e matada - um suicídio; mas o principal foi o pós-mortem, quando friamente morto eu encontrei a pureza do nada; não havia um corpo estendido no chão, e questiono se a visão da própria morte não teria sido a razão da crença na alma; mas eu não vi nada, simplesmente não havia mais nada a sentir ou pensar ao final. Ando averiguando as corrupções que sofri na minha vida: nascemos puros; somos corrompidos; reproduzimo-nos em pessoas puras que serão corrompidas por nós; envelhecemos tentando recuperarmo-nos dos prejuízos, mas eles acumulam-se; e morremos; usei este ciclo para ilustrar a corrupção que sofremos, quando um prejuízo como esse nos é ensinado - quem disse que a vida é isso? pode ser para alguém, mas não precisa ser para todo mundo; e misturei de propósito a corrupção, pois para mim viver é isso - lutar constantemente contra tudo que foi-me imposto sem eu perceber, buscar a liberdade. A atual mulher dos meus sonhos é feia. Por que um texto tem que ter estrutura? por que os sinais gráficos tem que serem usados de uma forma padrão e não do jeito que a gente acha melhor? devemos elogiar e deixar florescer a criatividade, antes da técnica, antes do conhecimento, antes até mesmo da clareza - antes e não acima. Envelhecer nos faz querer respeito; quando somos jovens sofremos por desrespeito, sentimos humilhação, mas aceitamo-lo como parte da nossa condição de jovens; com o tempo a aceitação diminui e protegemo-nos de todas as formas para que não aconteça - é assim que perdemos as maiores chances da nossa vida. Gosto das ações e pensamentos paradoxais: falar de amor quando se leva um soco; contar uma piada que não tem graça; fugir quando há todas as razões para ficar; uma japonesa com sotaque do Recife; tomar café para dormir – da idéia do absurdo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-1550347971654519215?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/1550347971654519215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/granola.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1550347971654519215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1550347971654519215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/granola.html' title='Granola'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-3720380951812746788</id><published>2009-07-18T04:18:00.005-03:00</published><updated>2010-02-25T13:44:44.244-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Parcimônia</title><content type='html'>S: Our relationship is like an addiction. It's— like—&lt;br /&gt;H: Really good drugs?&lt;br /&gt;S: No, it's like— vindaloo curry.&lt;br /&gt;H: Ok, sure— &lt;br /&gt;S: Really, really hot Indian curry they make with red chilli peppers.&lt;br /&gt;H: I know what it is! Didn't think it was addictive.&lt;br /&gt;S: You're abrasive and annoying and come on way too strong, like... vindaloo curry. When you're crazy about curry, that's fine but no matter how much you love curry, you have too much of it, it takes the roof of your mouth off. And then you never want to see curry for a really, really long time but you wake up one day and you think... god I really miss curry&lt;a target="_blank" href="http://community.livejournal.com/house_stacy/"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-3720380951812746788?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/3720380951812746788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/greg-house-stacy-warner-relationship-in.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/3720380951812746788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/3720380951812746788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/greg-house-stacy-warner-relationship-in.html' title='Parcimônia'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-4323589347975444322</id><published>2009-07-17T02:55:00.008-03:00</published><updated>2010-02-25T13:40:14.739-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Pelo menos a gente tá escrevendo</title><content type='html'>Crise é a palavra do momento. A financeira é a mais óbvia e tem também a política. A crise da representação vem desde o século XIX e a existencial ficou conhecida como o mal do século seguinte. No atual, a ambiental parece ser a mais quente. Seja de qual tipo for, a tendência é haver crise. Como aponta o dicionário, a crise é um momento decisivo, em que uma situação é insustentável - ou toma-se o rumo da melhora ou do desenlace fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está inserida na dialética, durante o hiato entre antítese e síntese. Essa forma evolucionária e progressista de pensar gera um otimismo, na esperança por algo que irá dissipar a crise e formar a nova tese, mas será que isso sempre acontece? E será que a crise não pode durar e aquilo que parecia intragável se tornar o novo dogma? Vê-se isso nas pessoas que passam a vida em crise. Elas não são levadas à morte e também não mudam, apenas se acomodam à condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança é a chave. As coisas mudam, os sistemas não acompanham e surgem as crises. Isso porque o mundo é muito burocrático. A propriedade intelectual, os direitos autorais, os meios de comunicação oficiais, são entraves para que pessoas comuns possam propor novos paradigmas, com a capacidade que todas elas tem - imaginação. É preciso haver mais liberdade de criação e de coragem para refatorar o sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há crise que acabe do dia para a noite, assim como não há gênios. Peguem este texto, expandam, modifiquem e divulguem-no ondem quiserem, não peçam-me permissão. O fim da acomodação com as idéias pré-concebidas virá quando as pessoas deixarem de se acomodar e acreditarem que podem fazer a diferença individualmente. Nunca haverá o fim de todas as crises, pois qualquer idéia um dia entra em crise, mas uma nova crise que induzirá a outra idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-4323589347975444322?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/4323589347975444322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/eu-prefiro-ser-essa-metamorfose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4323589347975444322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/4323589347975444322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/07/eu-prefiro-ser-essa-metamorfose.html' title='Pelo menos a gente tá escrevendo'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-5325289071699992812</id><published>2009-06-06T01:59:00.018-03:00</published><updated>2010-02-25T13:49:58.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>He put a quarter in the Wurlitzer, and he pushed three buttons and the thing began to whirl</title><content type='html'>A última vez que eu vi Richard foi em Americana em dois mil e sete e ele me disse - "Todos os românticos encontram o mesmo destino, sofrer por desilusão. Eu era um idealista no passado, acreditava em coisas que não são reais como o amor, a felicidade e escrevia sobre elas. Agora sou mais cruel, penso de maneira mais realista, como se eu já tivesse chegado ao final da vida por ter descoberto algo que acabou com os meus sonhos pueris, mas não sofro mais, enquanto os românticos continuam a se desiludir. Você ri?" - ele diz. - "Você acha que é imune? Olhe para sua boca desejosa por encontrar um novo amor. Você gosta de rosas e beijos e belos homens para te dizer todas aquelas belas mentiras, quando você irá perceber que são apenas belas mentiras?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou a mão, pediu para fechar a conta com um sinal no ar. O garçom veio vestindo calças pretas e gravata borboleta e disse - "Se for passar cartão tem que ir no caixa." Eu paguei treze e vinte e cinco a mais para facilitar o troco - "Você não mudou nada" - eu disse. - "Você diz que se sente como um velho, que seu coração se tornou uma pedra, que gosta de ser uma pessoa solitária, mas isso tudo é uma romantização, não é possível ser tão duro assim. Você tem toda essa tristeza no olhar, mas os textos que você escreve ainda estão sonhando. Veja, eles falam de amor com tanta sensibilidade. Quando você irá se recuperar e voltar a acreditar no amor? O amor pode ser tão doce."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard está sem ninguém agora. Passa as noites bebendo sozinho à frente do computador com todas as luzes da casa deixadas acesas. Ele sempre esteve fugindo e agora conseguiu ser abandonado por todos. Eu vou desligar este maldito mensageiro, não quero que ninguém venha falar comigo, eu não tenho nada para conversar com ninguém. Não pretendo me tornar uma pessoa patética que não comete erros na vida e que não sente nada com intensidade. Todos os bons sonhadores passam por isto algum dia, escondendo-se atrás de computadores em quartos escuros. Apenas uma concha escura antes que eu consiga me libertar e ir para longe. Apenas uma fase, estes dias de quartos escuros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-5325289071699992812?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/5325289071699992812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/06/he-put-quarter-in-wurlitzer-and-he.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/5325289071699992812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/5325289071699992812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/06/he-put-quarter-in-wurlitzer-and-he.html' title='He put a quarter in the Wurlitzer, and he pushed three buttons and the thing began to whirl'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-6882450280926135909</id><published>2009-05-16T00:51:00.009-03:00</published><updated>2010-02-25T13:41:55.741-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Serenidade</title><content type='html'>Estava deitado no chão sem fazer nada. Enquanto tentava evitar qualquer pensamento que me ocorresse, vi uma folha no vento e fiquei observando-a deslizar. "Eu sou uma folha no vento", pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A folha deitou-se, como eu. Estávamos ambos no chão, sem fazer nada. Ou seria melhor dizer fazendo nada, ou ainda, nada fazendo. Não importa, o importante é que "menos é mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto mantinha-me deitado no chão as pessoas passavam por mim, apontavam, faziam caretas, riam. Eu não me importava com elas, continuava. Afinal, "não existe humilhação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sou apenas uma folha no vento, não preciso provar nada a ninguém. Não porque já fiz muitas coisas na vida ou porque as pessoas não me conhecem, mas porque não preciso mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-6882450280926135909?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/6882450280926135909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/05/serenidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6882450280926135909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6882450280926135909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/05/serenidade.html' title='Serenidade'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-1196603470542845187</id><published>2009-04-30T23:53:00.011-03:00</published><updated>2010-02-25T13:46:20.929-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Abril</title><content type='html'>Entro na rodoviária; compro a passagem; escolho a rampa da esquerda para descer, embora a da direita seja mais caminho para chegar a minha plataforma de embarque; na descida, olho as pessoas na estação, com a expectativa de encontrar alguém - sem saber o que fazer caso encontre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro o mensageiro; informo os dados para minha autenticação; percorro a lista com os olhos, sabendo ao bater os olhos que quem eu esperava encontrar não está; novamente não faço idéia do que dizer, ou melhor, não tenho o que - já disse tudo e as palavras esgotaram-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, escrevo; não sei se virá; se vier, não sei o que dirá; se disser, não sei o que responderei; se responder, não sei o que faremos; se fizermos, não sei o que acontecerá - talvez seja melhor que não aconteça, não façamos, não responda, não diga, não venha, não escreva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilho eterno de uma mente sem lembranças; vestígios de evolução em curso; evidências do evento de Tunguska; pegadas do abominável homem das neves; múmia do faraó Tutancâmon; rastro de carbono - mas ainda há um resquício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-1196603470542845187?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/1196603470542845187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/04/este-e-so-para-nao-deixar-o-mes-em.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1196603470542845187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1196603470542845187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/04/este-e-so-para-nao-deixar-o-mes-em.html' title='Abril'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-1275497897959451126</id><published>2009-03-16T23:59:00.012-03:00</published><updated>2010-02-25T13:48:07.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>No Caminho de Swann</title><content type='html'>Ele observava o objeto em sua mão em busca de inspiração para escrever sua narrativa fictícia, sobre um jovem que havia mudado seu caminho, que no fundo era auto-biográfica. Sentia ser observado no momento em que começou a teclar, como se estivesse realizando uma performance musical, e também seu observador deixava de ser um mero expectador a cada golpe, produzido por pensamentos soltos, e ia rabiscando em ressonância a história sobre o jovem escrevendo sobre si mesmo. Os textos se confundem para contar em tempos diferentes a história daquele que vive o momento e daquele que narra o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma cidade desconhecida e pequena, para ser modesto, que cheira enxofre, mas só ele percebe. O narrador se irrita por escrever algo que parece cópia da menina que acreditava que sua cidade domicílio cheirava pêssego, mas que para o jovem é um fato importante demais para ser deixado fora do texto. Se não dormisse de bruços, sua primeira vista ao acordar seria um teto desconhecido, mas é a parede que vê e ela nem sempre é a mesma, ou nem sempre está do mesmo lado, uma vez que ainda nem convencionou a posição, o sentido e a direção em que se deita. Sem ter criado este hábito e alguns outros, como a hora de ir dormir e de acordar, é como se dormisse em um quarto novo a cada noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O narrador tem sede e levanta para tomar um copo d’água enquanto é acompanhado pelo seu passageiro sombrio. Ele reflete sobre como continuar sua história, cujo parágrafo anterior terminou novamente copiado, no estilo do atual livro que está lendo, e resolve dar continuidade a esta imitação, que no original conta a história de Swann, mudando de perspectiva. Ele acorda todo dia às sete horas da manhã e se levanta sem causar incômodo àqueles que dividem o quarto consigo, entre eles o jovem da narrativa, que está a cada dia num local diferente sobre um colchão jogado ao chão e que, por vezes, tem que pular para ir até a sala, onde deixa as roupas e o materiais que precisa para mais um dia na faculdade. Na hora do almoço ele tem um dos seus poucos momentos compartilhado a outras pessoas, seus colegas de classe, pois, no restante do tempo, está em aula, ou estudando sozinho e só volta para casa por volta das vinte e duas horas e, mesmo aos finais de semana, praticamente segue esta rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso narrador percebe que seu texto provavelmente irá ficar maior do que o costume, mas não se preocupa muito dado ao pouco que tem escrito ultimamente, periodo em que esteve captando as informações biográficas. Nosso jovem admira seu colega e até o inveja, pois o faz lembrar-se de seu ideal de vida, onde prega-se que o trabalho de um mártir ao entregar sua morte por alguma causa é simples em comparação ao de doar-se uma vida inteira por algo, como fez Tesla, tendo tido pouco ou nenhum reconhecimento. Ele vê duas alternativas para si: uma de dedicar-se integralmente a esta causa ainda desconhecida e a outra tomá-la apenas como um mero trabalho que lhe dê sustento e algum tempo livre para gozar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto seu chefe explica-lhe algo, que está prestes a perder totalmente o sentido para o jovem, espia a foto de família sobre a mesa e adiciona uma nova idéia, que o levará a sua escolha e memoriza este fato para que seu narrador o escreva. Sua prima diz, no futuro deste acontecimento, no tempo da nossa história, mas no passado do tempo do narrador, que ela arrumou um marido, teve uma filha, que está completando três anos de idade e durante todo este período ele não apresentou uma namorada a ela. Teve um impulso de repetir sua resposta clichê de que ele era um homem casado com a universidade, mas sabia que não faria o menor sentido às pessoas a sua volta, então preferiu uma outra, que também se encaixava melhor com a situação de raiva moderada que sentia, dizendo que não tem tanta pressa quanto ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-1275497897959451126?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/1275497897959451126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/03/no-caminho-de-swann.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1275497897959451126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1275497897959451126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/03/no-caminho-de-swann.html' title='No Caminho de Swann'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-6272674657460270133</id><published>2009-02-13T15:54:00.013-02:00</published><updated>2010-02-25T13:45:49.829-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Blasé</title><content type='html'>Um dos segredos da vida é ter uma boa alimentação. Se ela for insuficiente ou desbalanceada, carente de vitaminas, pode causar desequilibro emocional, de difícil compreensão, pois se confunde com problemas psicológicos e sociais. Caso contrário, pode-se descartar uma das possíveis causas de diversos problemas. Assim como para a sociedade, para o indivíduo, ela é a base para todo o resto e, portanto, deve ser considerada prioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro segredo é não levar a vida a sério. Antes de pensar-se no sucesso profissional ou pessoal é preciso buscar qualidade de vida. O tragicômico é que as pessoas parecem estar em busca da QdV: querem bons empregos com altos retornos financeiro para aproveitarem a vida e querem se relacionar com muitas pessoas para serem felizes. Mas os fins, prazer e felicidade, confundem-se com os meios, dinheiro e popularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a miséria e a solidão são grandes males da vida, mas também os são, a ganância e a prostituição. Na verdade não é preciso de muito dinheiro para se ter uma boa QdV, o suficiente para uma boa alimentação e mais algumas regalias. Também não é preciso de muitas pessoas para se ser feliz, apenas aquelas que realmente contribuem para isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como algo que já assistimos e que perdeu a graça ver de novo, quando avançamos na vida, algumas experiências que pareciam extraordinárias começam a tornarem-se enfadonhas. Na juventude a ambição por grandes conquistas deixa de lado coisas importantes como uma boa alimentação. Entretanto estas conquistas não parecem tão grandes com a velhice, mas o tempo gasto por elas, sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-6272674657460270133?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/6272674657460270133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/02/blase.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6272674657460270133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6272674657460270133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/02/blase.html' title='Blasé'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-6609154260139037785</id><published>2009-01-26T17:51:00.007-02:00</published><updated>2010-02-25T13:47:51.360-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>A vida não é feita de fases</title><content type='html'>Escrever sobre dias de estudos, festas, saudades, alegrias, erros seria o clichê pós cerimônia de formatura que eu poderia fazer. Entretanto, não me julgo um bom contador de histórias, porque não acredito em começos, meios e fins. Quando eu cheguei em Rio Claro, não era um órfão, sem amigos ou personalidade, como no início das histórias. Durante o tempo que estive aqui muitos acontecimentos se conectam a fatos que ocorreram bem antes de eu nascer e muitos outros vão se ligar a pontos no futuro, diferente do desenvolvimento das histórias, em que parecem ser interconectados. Não houve um ápice, desfechos ou respostas, seja no último dia de aula ou no baile de formatura, para encerrar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo não tendo uma história para contar, sinto que devo escrever algo. Não que este seja o único registro sobre os cinco anos em que freqüentei Rio Claro, mas escrevendo agora terei mais chances de captar o que está se passando neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar de contar histórias eu vou escrever sobre mudanças. Elas ocorrem o tempo todo e geralmente são sutis. Porém são as bruscas que marcam a nossa vida. Ocorreram muitas mudanças importantes neste intervalo de tempo, pessoas que foram embora, portas que se abriram etc., mas aquela de quando eu me mudei para a cidade de Rio Claro e ao mesmo tempo comecei a trabalhar no Banco do Brasil foi a mais marcante. Penso que mudanças são favoráveis, pois nos colocam em movimento. Não sabemos do que somos capazes até o momento em que invadimos uma situação problema, como entrar em uma cova de leões. E embora nem sempre saiamos vivos, é nestes momentos que damos o nosso melhor. Entretanto, geralmente evitamos nos expor, assim como fugimos das mudanças que trazem consigo muitos problemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me mudei para Rio Claro os problemas que no início eram grandes e assustadores foram superados com certa facilidade, pois eu estava dando o melhor de mim e recebendo ajuda, que só vem quando pedimos. Depois que os problemas diminuíram e as mudanças começaram a ocorrer numa taxa menor eu também comecei a ficar mais relaxado. Fui encontrando minhas zonas de conforto e me dando um tempo. Não que isto seja ruim, afinal é a paz que tantos almejam, mas eu, que havia me acostumado com certa dose de movimento, não conseguia aceitar. Portanto, durante este tempo, procurei por novas mudanças: namoro, empresa júnior, transferência de agência, fim de namoro, cursinho comunitário, demissão, estágio, etc. Todas elas significativas, mas não tanto quanto a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como ela, uma nova mudança agora está para acontecer. Para concluir, digo que a importância deste e de outros momentos da minha vida foram as experiências por que passei, não só em número, mas em diversidade. Embora cada um tenha seus gostos, conhecimentos e habilidades, é importante não se prender às mesmas coisas de sempre. Fazer coisas inesperadas, conhecer pessoas diferentes, experimentar algo novo é o que enriquece a vida. E mesmo que não tenhamos história para contar, sabemos que estávamos presentes em todos estes momentos, vivendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-6609154260139037785?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/6609154260139037785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/01/como-nossos-pais.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6609154260139037785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/6609154260139037785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/01/como-nossos-pais.html' title='A vida não é feita de fases'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-8352151392566451433</id><published>2009-01-04T14:08:00.009-02:00</published><updated>2010-02-25T13:49:41.816-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Às margens da esperança</title><content type='html'>O que é que a gente faz quando gosta de alguém que não gosta da gente? - "Ah, daí a gente desgosta", me desinquiriu. Não tivesse essa nossa conversa sido, nem não sei se gostasse tamanho. E não por as  idéias só, entanto no ato de. Estimei mais por justo ela ter me desgostado. A gente toma de paixão aquilo que perdeu e que já foi, nem que por obra de imaginação, nosso pertencido. Na frieira que me lembra mais, estando mesmo nós dois agazalhadim, se aconchegando. Mas por que?, o senhor me pergunte, o senhor me escute, que eu disse na crueza não ter a maior estimação por si e verdadei. Eu tinha posse, então não me afligia mais de gostar. No que ela, consoante do seu pensamento, resolveu criar desgosto em mim. Na insta hora, se acresceu ela por aqui de dentro. Disse p'r'ela: Ouça, falei no falar, bobéia minha, nem não conheço o que me penso, você me sabe - já era tardio. Agora tenho fé que, se insuflar no pensamento meu, que nem não seja provado de reaver seu ter, desencareço. Mas é dito: a esperança é a última finada. Trocar não há, os gostares só se crescem. Gosto inda d'outras, já mais desiludidas. A que conto tenho mais fresca na memória. Lembro dos seus olhos comprazentes, no à sós ela me espiava. Sei só o tempo pode, já não afeto mais, fico a des-esperar. Ah, se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-8352151392566451433?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/8352151392566451433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/01/s-margens-da-esperana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/8352151392566451433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/8352151392566451433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2009/01/s-margens-da-esperana.html' title='Às margens da esperança'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-2748834854744042125</id><published>2008-12-20T02:15:00.005-02:00</published><updated>2010-02-25T13:44:57.556-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Alegria era o que faltava em mim</title><content type='html'>&lt;span&gt;"(...) Mas que dizer da alegria? Cabe ela em nossa descrição? À primeira vista parece que não, pois o sujeito alegre não precisa defender-se contra uma mudança enfraquecedora, contra um perigo. Mas convém distinguir, em primeiro lugar, entre a alegria-sentimento, que representa um equilíbrio, um estado adaptado, e a alegria-emoção. Ora, esta última, bem considerada, caracteriza-se por uma certa impaciência. Queremos dizer com isso que o sujeito alegre se comporta muito exatamente como um homem em estado de impaciência. Não fica quieto, faz mil projetos, esboça condutas que abandona em seguida etc. E que, de fato, sua alegria foi provocada pelo aparecimento do objeto de seus desejos. Anunciam-lhe que ganhou uma quantia importante, ou então ele vai rever alguém que ama e que não vê há muito tempo. Mas, embora esse objeto seja "iminente", ele ainda não está aí, ainda não é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dele&lt;/span&gt;. Uma certa duração o separa do objeto. E mesmo se está aí, mesmo se o amigo tão desejado aparece na plataforma da estação de trens, mesmo assim é um objeto que só se entrega aos poucos, em breve o prazer que temos em revê-lo vai se atenuar: nunca conseguiremos tê-lo aí, diante de nós, como nossa propriedade absoluta, e percebê-lo de uma só vez como uma totalidade (tampouco teremos de uma só vez nossa nova riqueza, como uma totalidade instantânea. Ela se entregará através de mil detalhes e, por assim dizer, por "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;abschattungen&lt;/span&gt;" [avaliações]). A alegria é uma conduta mágica que tende a realizar por encantamento a posse do objeto desejado como uma totalidade instantânea. Essa conduta é acompanhada da certeza de que a posse será realizada cedo ou tarde, mas ela busca antecipar essa posse. As diversas atividades da alegria, assim como o aumento do tônus muscular, a ligeira vasodilatação, são animadas e transcendidas por uma intenção que visa ao mundo através delas. Este aparece como acessível, o objeto de nossos desejos revela-se próximo e fácil de possuir. Cada gesto é uma aprovação mais marcada. Dançar, cantar de alegria, representam condutas simbolicamente aproximativas, encantamentos. Através delas, o objeto - que não se poderia ter realmente senão por condutas prudentes e apesar de tudo difíceis - é possuído de uma só vez e simbolicamente. É assim, por exemplo, que um homem a quem uma mulher acaba de dizer que o ama, põe-se a dançar e a cantar. Ao fazer isso, desvia-se da conduta prudente e difícil que deveria seguir para merecer esse amor e fazê-lo crescer, para realizar lentamente sua posse e através de inúmeros detalhes (sorrisos, pequenas atenções etc.). Desvia-se mesmo da mulher, que representa, como realidade viva, precisamente o pólo de todas essa condutas delicadas. Ele se dá um descanso: mais tarde agirá assim. Por ora possui o objeto magicamente, a dança imita sua posse."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SARTRE, Jean-Paul. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esboço para uma teoria das emoções&lt;/span&gt;. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&amp;amp;PM, 2007. P. 71-73.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-2748834854744042125?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/2748834854744042125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2008/12/alegria-era-o-que-faltava-em-mim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2748834854744042125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/2748834854744042125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2008/12/alegria-era-o-que-faltava-em-mim.html' title='Alegria era o que faltava em mim'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-1501452802126719381</id><published>2008-12-18T12:43:00.016-02:00</published><updated>2010-02-25T13:49:26.596-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estórias'/><title type='text'>Louco por ti, Unesp</title><content type='html'>Eu amava Camila e Sofia, principalmente a primeira. Sofia era mais um prêmio, a garota popular que todo cara queria e eu tentei ser este cara no ano de 2002. Ela tinha muitos a seus pés e eu teria que ser ousado para ficar com ela, portanto arrisquei no dia mais concorrido, o baile de formatura, mas como era de se esperar ela me rejeitou. Embora ela tenha sido simpática num primeiro momento, no desenrolar da conversa, sua negação foi severa. Fui, então, à garota que eu mais amava, Camila. Mas recebi um não de maneira recorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerei que estava despreparado para elas, precisava melhorar. Em 2003 comecei a freqüentar uma academia de musculação, tentando melhorar minha aparência, mas quase sempre trocava os exercícios por jogar bilhar e tomar umas cervejas com meus amigos. Ainda assim, sem ter obtido muitos resultados, fui conversar com Camila. Eu sentia que a amava ainda mais e já havia quase me esquecido de Sofia. Desta vez ela me deu ainda mais atenção, sentia que havia uma hesitação em seus olhos, mas no final, por um pequeno erro que cometi, ela me recusou novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas naquele ano havia outras opções, Tatiana, minha vizinha, era uma delas. Eu a conhecia há algum tempo, mas não tinha muito interesse por ela, era como se fosse minha última opção, caso as outras falhassem. Ela me quis e ficamos por um curto tempo até aparecer uma nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula eu conheci através da minha mãe, por incrível que pareça, que me contou que era uma amiga da família. No início estava um pouco receoso quanto a ela porque a desconhecia totalmente e ela morava na direção oposta das outras garotas que conhecia, num bairro que nunca tinha ido. Fui ter com ela, que se mostrou bem disposta em relação a mim, apesar das bobagens que disse a ela, mas acho que ela se apaixonou mesmo foi por um texto que lhe fiz. Ainda assim, estava com medo. Ficar com Tatiana era bem mais cômodo para mim, mas foi neste momento que comecei a me tornar mais independente e sair do conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que foi uma boa escolha, porque ao começar a conhecer Paula, embora no início ainda pensasse em Camila, fui também me apaixonando por ela e no final de 2004 já a amava completamente. Ela era uma garota viva, cheia de energia, que me impulsionava a fazer coisas que jamais havia sonhado e que sem ela jamais teria feito. Ficamos juntos e felizes até o ano de 2007, mas no ano seguinte alguma coisa mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que ela continuava apaixonada por mim e eu ainda era muito grato pelo tempo que passamos juntos, mas eu sentia que estava na hora de mudar. Precisava conhecer na intimidade outras garotas, assim como conhecia Paula, pois embora ela ainda tivesse toda aquela energia, não havia mais surpresas para mim. Foi assim que meus pensamentos em Camila e Sofia voltaram a aparecer e eu fui procurá-las. Camila estava a mesma, mas Sofia havia mudado um pouco. Já não morava no mesmo lugar e seu círculo de amizades estava menor, mas ainda assim parecia mais radiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonei Paula, mas não quis tentar ficar com outra já no segundo semestre de 2008, precisava de um tempo para ficar sozinho, para descansar do meu relacionamento tórrido e para refletir. Ainda nos encontramos casualmente, mas não mantemos mais um relacionamento. Principalmente depois que ganhei um carro, que fazia o maior sucesso com as mulheres. Digo ganhei, mas sei que tive um mérito nesta conquista. Era o que me faltava para conquistar as garotas que haviam me repelido no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrisquei ficar com três de uma vez, as duas já mencionadas e Fernanda, uma conhecida. Eu gostava dela, pois ela tinha algo dentro de si que me lembrava Paula, mas eu tinha que conhecê-la melhor. Conversamos pessoalmente e embora eu estivesse um pouco nervoso ela foi muito simpática comigo, eu sabia que ela me queria. Entretanto, fui ter com as outras duas também, que mudaram de opinião em relação a mim e desta vez me aceitaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a situação que me encontro hoje. Ainda não me decidi com qual das três irei ficar, pois as três parecem ser ótimas. Ainda me sinto um pouco melancólico quando penso em Paula. Às vezes me perguntou se eu não deveria retribuir a ela tudo que ela me fez, mas tenho esperança de encontrá-la novamente no futuro. Tento afastar tais pensamentos, pois tenho um grande problema pela frente: Camila, Sofia ou Fernanda, é nesta decisão que tenho que me concentrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-1501452802126719381?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/1501452802126719381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2008/12/louco-por-ti-unesp.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1501452802126719381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/1501452802126719381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2008/12/louco-por-ti-unesp.html' title='Louco por ti, Unesp'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-3477479633276243319</id><published>2008-12-05T20:33:00.002-02:00</published><updated>2010-02-25T13:51:58.814-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Trechos de textos inacabados</title><content type='html'>Somos grandes fãs. Sabemos que o montante de apreciadores do seu trabalho não é grande. A comunidade do orkut do seu país tem 838 membros, enquanto a do Tom Cruise tem 194.136. Aqui no Brasil são apenas 75. O website dos seus fãs, o Planet Will, é um esperma de baleia e está bastante desatualizado. Estou dizendo isso apenas para mostrar que seu humor é para poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até tentei diminuí-lo me afastando em pensamento, mas sorria quando percebia que era em vão. Penso nela até quando via batata congelada em formato de smile no supermercado. Ela está em todo lugar e eu fico feliz que esteja. Também tentei substituí-la, mas tudo que consegui foi adicionar uma pessoa. Não se pode substituir ninguém porque todo mundo é uma soma de pequenos e belos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o conhecimento da universidade, que na verdade é o conhecimento das pessoas, é também transmitido por elas. Os livros e periódicos foram produzidos com interveniência da universidade de alguma forma e as bibliotecas são organizadas por pessoas envolvidas com a universidade. Para se aprender alguma coisa nesses centros há a necessidade de integração das pessoas. Entretanto existem muitas diferenças, de idade, de cor de pele, de recursos, de culturas, de gostos, etc. o que faz com que o ingressante tenha dificuldade em se adaptar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sendo defensor do certo e do errado, viver sob a luz do existencialismo, uma vida sem sentido, sem ideais, não parece ser muito saudável à natureza humana. Deve haver um mínimo de princípios básicos, uma moral minimalista, para guiar o indivíduo, para que ele não fique preso demais a liberdade de existir e possa se formar como humano. Sem essa idealização básica somos nada, ninguém, sem motivo, não que esta seja uma inverdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-3477479633276243319?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/3477479633276243319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2008/12/trechos-de-textos-inacabados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/3477479633276243319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/3477479633276243319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2008/12/trechos-de-textos-inacabados.html' title='Trechos de textos inacabados'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21969197.post-113908908628489894</id><published>2006-02-04T19:37:00.002-02:00</published><updated>2010-02-25T13:52:15.731-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diálogos'/><title type='text'>Do sentido metafórico de um novo blog</title><content type='html'>Por que uma mãe, que ama o seu filho, deseja ter outros filhos? A perpetuação de seus genes seria uma boa explicação, dado que a suas chances cresceriam, ou porque, simplesmente, queira dar amor a outro que seja diferente. Talvez o famoso instinto materno seja tão forte que ela nem pensará que terá que dividir a atenção entre eles e isso se aplica ao espírito criador que é tão cioso de suas criaturas quanto a mãe dos filhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21969197-113908908628489894?l=maranduba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maranduba.blogspot.com/feeds/113908908628489894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2006/02/do-sentido-metafrico-de-um-novo-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/113908908628489894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21969197/posts/default/113908908628489894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maranduba.blogspot.com/2006/02/do-sentido-metafrico-de-um-novo-blog.html' title='Do sentido metafórico de um novo blog'/><author><name>Milton</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
